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Estudo da Acrismat avalia impacto da suinocultura no solo em Mato Grosso

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A questão dos dejetos oriundos da suinocultura é uma preocupação para o meio ambiente. Um estudo da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) em parceria com o Programa de Pós-graduação em Agricultura Tropical da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estuda os impactos da suinocultura para os solos.

A pesquisa tem como objetivo estabelecer os valores de referência para metais pesados e será realizada nas regiões sul e médio norte do Estado, principais áreas da atividade. Serão levantadas dados dos solos que recebem dejetos suínos e analisados solos que nunca tiveram criação nem receberam efluentes da atividade. Os dejetos provenientes da suinocultura têm sido usados como fertilizante para áreas agricultáveis por meio da fertirrigação.

A iniciativa vai avaliar e estabelecer os valores de referência para metais pesados como cobre, zinco, manganês, chumbo e arsênio, que são os metais que causam maiores danos à saúde humana. “Esses elementos estão concentrados nas rações dos animais e são eliminados nas fezes dos animais”, explica o doutorando e responsável pelo estudo, Josimar Brito da Silva.

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Quando os dejetos são tratados e depois aplicados na lavoura de maneira incorreta os metais podem poluir solos e águas. Após a confirmação dos resultados, as áreas da suinocultura serão monitoradas. “Será uma forma de comprovar o engajamento da atividade com as questões ambientais e poderá ser um diferencial do produtor em relação a seus concorrentes no mercado, como uma forma de provar que seu negócio está dentro das normas e atende todas as demandas da legislação vigente”, destaca o presidente da Acrismat, Itamar Canossa.

No Mato Grosso o rebanho suíno em 2019, data do último levantamento do Imea, era de 3 milhões de cabeças, com 265 mil matrizes em granjas comercias e de subsistência.

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Agronegócio

Capina elétrica brasileira é testada nos EUA

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Um pesquisador da universidade americana de Oregon, em parceria com produtores de avelã e mirtilo, está testando a tecnologia brasileira de capina elétrica da Zasso Group. Esse modo menos invasivo ao meio ambiente de controle de plantas daninhas tem ganhado força na Europa e agora começa a ser difundida também nos EUA. “Nossa tecnologia além de moderna e segura, é ecologicamente correta. Seguindo uma tendência mundial no agronegócio, cada vez mais métodos eficazes com menor impacto ambiental devem ser implementados nas fazendas pelo mundo”, aponta o Co-CEO da marca, Sérgio Coutinho.

Com o apoio de uma bolsa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Marcelo Moretti, pesquisador e professor assistente de horticultura da OSU, iniciou no mês passado experimentos como parte de um projeto de três anos para avaliar a eficácia do controle elétrico de ervas daninhas no Oregon. “Eu suspeito que os produtores irão adotar isso como uma ferramenta adicional para o controle de ervas daninhas, especialmente para aquelas resistentes a herbicidas”, disse Moretti. Para ele, a solução pode ser adotada tanto por produtores orgânicos, como pelos convencionais.

Testes já começaram

O pesquisador acredita que é importante encontrar mais ferramentas não químicas para controlar as ervas daninhas resistentes a herbicidas. Isso acontece quando um campo de ervas daninhas é pulverizado ano após ano com um único herbicida. Plantas mais fracas morrem, mas algumas naturalmente mais fortes sobrevivem, se reproduzem e passam seus traços resistentes para as próximas gerações.

Os testes começaram em dois pomares de avelãs, onde o azevém italiano resistente a herbicidas é um problema sério. Moretti também trabalhará com um produtor de mirtilo para testar a eficácia do controle elétrico em ervas daninhas perenes, como a trepadeira, um membro da família ipomeia.

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O equipamento utilizado é o modelo EH30 Thor. O sistema da Zasso Group gera uma corrente de alta tensão que é aplicada à planta por meio do contato com uma barra de metal. À medida que a alta voltagem passa pela planta em direção às raízes, a resistência elétrica gera calor, levando à ruptura da membrana celular e à morte da planta.

O professor acredita que a tecnologia será amplamente aplicável em árvores frutíferas e nozes, lúpulo, vinhas e outras culturas. Diferentes tamanhos de unidades dotadas da tecnologia podem ser utilizados, como o modelo Electroherb, que manobra facilmente em colinas e em fileiras estreitas.

Investimento inteligente

Em comparação com outras formas de controle de ervas daninhas, espera-se que o investimento inicial e os insumos de trabalho para o controle elétrico sejam maiores por hectare do que os custos químicos médios do que a maioria dos métodos não químicos. Contudo, este deve ser considerado um investimento pois como disse Moretti, em áreas onde existe resistência a herbicidas, espera que a tecnologia da Zasso Group custe menos a longo prazo em comparação com as aplicações múltiplas de químicos.

Coutinho destaca que este é um investimento inteligente. “A primeira vista parece um gasto a mais, porém com a eficácia da ferramenta, os resultados ecologicamente corretos sendo muito positivos e a longo prazo a diminuição efetiva do uso massivo de herbicidas, com certeza a tecnologia se paga e é viável para as culturas”, ressalta o Co-CEO.

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Os agricultores americanos que forem participar da pesquisa, adotando a tecnologia, precisarão seguir protocolos de segurança, assim como todos os clientes da companhia no Brasil e Europa. “A pessoa que opera a máquina não corre risco de choque elétrico, mas é preciso cautela na hora da aplicação”, relata o pesquisador.

Durante os testes, a equipe de Moretti testará a eficácia do método em diferentes tipos, densidades e idades de ervas daninhas, vários tipos de solo, em vários tipos de clima e com diferentes tensões.

Oportunidade Latam

Os Estados Unidos e o Canadá são os maiores produtores e consumidores mundiais de mirtilo ou blueberry. No hemisfério Sul, Chile e Peru são os principais e no Brasil também existe cultivo dessa fruta. Aqui ela se concentra nos estados com climas mais amenos e estação de inverno típico, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e regiões de São Paulo e Minas Gerais. Recentemente houve adesão também de produtores no Centro Oeste.

A frutinha tem sabor agridoce e características funcionais. Com o consumo se popularizado no mundo e em território nacional por seu alto teor de antioxidantes naturais, principalmente pelo seu uso na confeitaria. Com a adesão de novos produtores de mirtilo no País também cresce a possibilidade da implantação da tecnologia da Zasso Group por aqui em uma outra cultura.

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