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PROPRIEDADE

Empaer orienta pequenos produtores com dificuldade de acesso a linhas de crédito

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Técnicos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) estiveram, na manhã desta quinta-feira (30.09), em uma propriedade localizada na comunidade Nossa Senhora Aparecida, em Várzea Grande para orientar os produtores que têm dificuldade de acesso a linhas de crédito para fortalecer a produção de leite. A propriedade citada possui uma área de 17 hectares e é uma Unidade de Referência Tecnológica (URT).

A meta da produtora Eliete Rosa Luiz, 53 anos, é produzir 100 litros de leite por dia, com a aquisição de cinco vacas, porém, devido à dificuldade, torna seu objetivo impossível. Hoje, ela produz 10 litros de leite por dia e, com essa realidade, não consegue incrementar sua renda. “Estive acampada por seis anos e desde que fui contemplada com um pedaço de terra, trabalho dia e noite, faça sol ou chuva. Depois de lutar tanto, agora que preciso consolidar todo investimento e ser referência para outros produtores, não consigo, por não ter acesso a algum tipo de financiamento”.

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Essa é a mesma realidade de 140 agricultores de vários segmentos que vivem na região. O coordenador da regional de Cuiabá, o técnico da Empaer Isaías de Oliveira  explica que os produtores são parceiros de uma cooperativa de leite instalada na região, mas sem a matéria prima é impossível viabilizar a cadeia produtiva. “A URT de dona Eliete tem o objetivo de servir de exemplo e se tornar uma referência. Os planos seguiam na normalidade, até chegar à dificuldade do crédito que pode inviabilizar todo investimento já aplicado na propriedade. Vamos continuar dando o aporte técnico que ela precisa e acompanhando essa situação”.

A deputada estadual Janaina Riva participou da visita e com os técnicos ouviram a reivindicação da agricultora. A parlamentar se solidarizou e destacou que junto de outros deputados estão companhando essa triste realidade não só de dona Eliete, mas de vários agricultores em todo estado. Ela citou a Lei do Fundo de Aval Garantidor de Mato Grosso – MT Garante, que busca ampliar e incentivar o acesso a crédito pelos pequenos empreendedores mato-grossenses.

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“Temos conhecimento desse entrave na vida dos pequenos produtores com boas iniciativas e querem expandir, mas enfrentam dificuldades para conseguir crédito. Vamos junto com outros deputados levar a reivindicação e, de alguma forma, ajudá-los e somar na luta”.

Participaram também da visita outros técnicos da Empaer de Cuiabá e Várzea Grande e assessores parlamentares.

Fonte: GOV MT

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Agronegócio

Cinco mato-grossenses estão entre as 100 mulheres mais poderosas do agro no Brasil

A lista foi elaborada pela Revista Forbes em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Rural, comemorado na última sexta-feira.

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Cinco mato-grossenses estão entre as 100 mulheres mais poderosas do agronegócio brasileiro. A lista foi elaborada pela Revista Forbes em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Rural, comemorado na última sexta-feira.

Carmen Perez, Emanuele de Almeida e Ida Beatriz, que estão na listas da Forbes das mulheres mais poderosas no agronegócio

A data foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1995 com o intuito de elevar a consciência mundial sobre a importância dessa figura feminina como protagonista nas mudanças econômicas, sociais, ambientais e políticas.

Na lista, a Forbes procurou selecionar representantes do movimento de mudança no campo. Por meio delas, o objetivo é homenagear as demais mulheres que atuam no agronegócio – mesmo que o trabalho seja realizado a partir das cidades.

A lista foi divulgada por ordem alfabética. São mulheres que se destacam em diferentes setores do agronegócio: elas estão presentes na produção de alimentos de origem vegetal e animal, na academia, na pesquisa, nas empresas, em foodtechs, em consultorias, em instituições financeiras, na política, nas entidades e nos grupos de classe e, mais do que nunca, nas redes sociais.

Confira abaixo as mato-grossenses citadas:

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Carmen Perez é pecuarista em Mato Grosso com forte atuação na difusão de técnicas de bem-estar animal. Ativista da causa, Carmen, que também é colunista da Forbes, tem como base os ensinamentos da norte-americana Temple Grandin, reconhecida mundialmente. Neste mês, ela lança o documentário “Quando ouvi a voz da terra”, no qual mostra os caminhos para a transformação das propriedades rurais, das pessoas e das relações estabelecidas no manejo pecuário.

A advogada Emanuele de Almeida assumiu a presidência do Indea-MT (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso ) em janeiro deste, um dos organismos de controle sanitário mais importantes do país por monitorar o maior rebanho bovino brasileiro: 30,9 milhões de animais.  Experiente – ela está há sete anos no órgão – promete um movimento de desburocratização e descentralização, em busca de maior celeridade às demandas dos produtores mato-grossenses.

Fernanda Macitelli Benez, que é zootecnista e doutora na área de comportamento e bem-estar animal, vem formando uma legião de jovens estudantes como orientadora de teses na Universidade Federal de Mato Grosso. Além disso, integra o Grupo Etco (Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal), criado na Unesp em 1983 e que tem como principal nome da ciência o professor Mateus Paranhos. Fernanda é uma fiel discípula.

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A pecuarista Ida Beatriz foi eleita presidente do Sindicato Rural de Cáceres (MT), no coração do Pantanal. É a primeira vez que uma mulher ocupa a cadeira, uma exceção em um mundo liderado por homens. De acordo com uma pesquisa realizada em 2020 pela DBO, plataforma especializada em pecuária, pouco mais de 100 mulheres comandam sindicatos rurais no país. Ida assumiu o cargo em maio do ano passado, em meio a uma das maiores secas e incêndios no bioma. Não por acaso, um dos focos do seu trabalho é diversificar a matriz econômica do Pantanal e fortalecer as brigadas de incêndio.

Norma Rampelotto Gatto, produtora de soja em Mato Grosso, não comanda entidades, não é pesquisadora e nem ganhou algum prêmio espetacular. No entanto, é uma figura presente em palestras e encontros nos quais ouví-la é uma decisão sábia. Norma ganhou relevância como uma mulher que superou a morte do marido e transformou as três propriedades em referência de gestão e produção. Como muitas mulheres que hoje comandam sozinhas fazendas por todo o país. Segundo o IBGE, são 947 mil.

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