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SETOR PRODUTIVO

Embrapa Cerrados recebe presidentes da Aprosoja MT

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Na quinta-feira (10), os presidentes da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) do Mato Grosso e de Tocantins, Antonio Galvan e Maurício Buffon, e Dari Fronza, próximo presidente da Aprosoja TO, cujo mandato se inicia em janeiro, estiveram na Embrapa Cerrados em reunião com o chefe-geral da Unidade, localizada em Planaltina (DF), Sebastião Pedro.

“Considero de grande relevância, visando projetos futuros de pesquisa, desenvolvimento e inovação, essa aproximação da Unidade com o setor produtivo, por meio de uma associação como a Aprosoja”, afirmou o chefe-geral.

“Viemos cumprimentar o Sebastião Pedro que está assumindo os trabalhos na Chefia da Embrapa Cerrados. Queremos montar parcerias estratégicas de trabalho e de pesquisa. Estamos com uma expectativa muito boa”, afirmou Fronza. “Queremos que a Embrapa continue disponibilizando materiais altamente produtivos, sem os eventos transgênicos importados que estão custando muito caro ao produtor”, defendeu o presidente da Aprosoja MT, Antonio Galvan.

O atual presidente da Aprosoja Tocantins, Mauricio Buffon, afirmou que o principal objetivo da associação é atuar no sentido de conseguir diminuir os custos de produção, segundo ele, atualmente, o entrave central da agricultura brasileira. “A conta hoje não fecha. Nossa esperança é que sejam desenvolvidas novas tecnologias, tais como referentes à rochagem, bioinsumos, inclusive biológicos on farm, que proporcionem ao produtor diminuir esses custos. Aí, sim, poderemos ter uma agricultura sustentável”, defende.

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Por: Embrapa Cerrados
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Agronegócio

Insumos derrubam margem do produtor de leite em 50%

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Dados do Centro de Inteligência do Leite (CILeite), da Embrapa Gado de Leite, mostram que mesmo com avanço de preços em 2020, a margem de lucro do produtor foi impactada pela valorização dos grãos usados na nutrição do gado, como milho e soja, que compõe a alimentação concentrada.

Depois do preço do leite ao produtor subir de R$1,38 para R$2,16/litro de maio até outubro do ano passado, cerca de 56,5% de aumento, a partir de novembro o movimento de alta cedeu e o preço em janeiro fechou na casa dos R$2,03/litro. Esse valor é 48,7% maior do que em janeiro do ano passado.

Por outro lado o expressivo aumento nos custos de produção, mostra queda nos índices de rentabilidade. O índice RMCR (Receita Menos o Custo da Ração), do MilkPoint, aponta uma queda de 16,1% na renda líquida dos produtores entre setembro do ano passado e janeiro deste ano. Só de dezembro/20 para janeiro/21, a queda foi de 10,9%.

Outro indicador de rentabilidade, o poder de compra do preço do leite em relação ao custo do alimento concentrado fornecido para as vacas (denominado relação de troca), confirma esta tendência: de setembro/20 a janeiro/21, o poder de compra do preço do leite caiu 48,6% em relação ao custo do concentrado. Neste caso, a queda de dezembro/20 para janeiro/21 foi de 16,8%.

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Desde meados de dezembro/20 também os preços do leite Spot e dos principais derivados no mercado atacadista estão em queda. No mercado de Minas Gerais, da 2ª quinzena de dezembro/20 até a 1ª quinzena de fevereiro/21, a cotação do leite Spot caiu de R$2,40 para R$1,95/litro, uma redução acumulada de 18,7%. No mercado atacadista de São Paulo, o leite UHT caiu de R$3,34 em 03/12/20 para R$2,90/litro em 05/02/21, queda de 13,2%.

No caso dos preços do milho e da soja, os dois insumos mais importantes para a composição dos custos de produção do leite, não existe sinalização de mercado sustentando alguma queda significativa no curto prazo. Os preços devem continuar mais elevados em comparação com os valores pagos pelos produtores no primeiro semestre de 2020.

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