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INFRAESTRUTURA

Construção da ponte na BR-080 é um marco na implantação da rodovia, avalia Aprosoja

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O Movimento Pró-Logística da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) avalia as obras na ponte sobre o Rio Araguaia, na BR-080, que vai ligar os Estados de Mato Grosso e Goiás, como um marco na implantação da rodovia. A ordem de serviço para início dos trabalhos foi emitida na última sexta-feira (24.07), pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, durante evento online.

“Essa BR-080 vai ligar Ribeirão Cascalheiras (MT) a Luiz Alves (GO) e dará acesso a Ferrovia Norte-sul. Essa assinatura é o start da implantação dessa rodovia, que os estudos já se encontram bastante avançados e o início dos trabalhos na construção dessa ponte nos dá a certeza, da implantação dessa importante BR para o desenvolvimento do Vale do Araguaia”, avaliou Edeon Vaz, diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, mantido pela Aprosoja.

Presidente da Aprosoja Mato Grosso, Antonio Galvan, lembrou que a BR-080 tem sido uma das grandes lutas do Movimento Pró-Logística e que a rodovia será importante para o agro, no escoamento da safra. “Comprova que o trabalho do movimento Pró-Logística e da Aprosoja valeu a pena. O fato de liberar essa ponte automaticamente é liberar aquele trecho da BR-080 que liga Luiz Alves (GO) a Ribeirão Cascalheiras (MT). É um marco histórico.  Acreditamos que a BR-080 será mais uma alternativa e um grande corredor para escoar a produção de toda Região do Vale do Araguaia, no transporte de grãos”, pontuou o presidente.

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Edeon explica que a implantação da BR-080 já tem licenciamento ambiental, projeto básico, dentre outras documentações prontas, mas faltam aprovação do estudo de componentes indígenas.  “Acreditamos que este ano conseguiremos essa aprovação por parte dos indígenas e seguiremos para licitação do restante da rodovia”, disse.

A BR-080 é uma das obras que viabilizadas pelo Movimento, que visa a melhoria da logística mato-grossense e já garantiu obras importantes para o Estado, como a conclusão da BR 163, por exemplo. “O Movimento Pró-Logística trabalha pra viabilizar diversas obras como a BR-242, BR-158. Conseguimos viabilizar a conclusão da BR-163 e temos trabalhado por diversas obras de melhorias para logística de Mato Grosso”, finalizou Vaz.

 

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Agronegócio

Técnicos da Empaer participam de capacitação online sobre regularização ambiental

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Rosana Persona | O evento é realizado pelo Programa REED Early Movers (REM) por meio do subprograma de Produção, Inovação e Mercado Sustentáveis (PIMS) em parceria com o Projeto Novabov do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). A transmissão está sendo realizada pela plataforma Zoom meetings e conta com a participação de 40 técnicos.

A pesquisadora da Empaer e coordenadora do Subprograma PIMS do REM, Daniela Correia de Melo, explica que devido o avanço da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), a capacitação será realizada de forma virtual em duas etapas, a primeira que começou no dia 20 e encerra no dia 23, a segunda e última etapa será de 27 a 30 de julho, das 9h às 11 horas. A capacitação tem como instrutores os pesquisadores do IPAM e servidores da Sema.

Conforme a pesquisadora, o objetivo da capacitação é oferecer aos técnicos da Empaer informações sobre adequação ambiental para propriedades em regiões consideradas críticas para o desmatamento e de relevância para a atividade.

“Eles serão responsáveis pela assistência técnica a pequenos e médios produtores que desenvolvem a atividade da pecuária de corte e cria de bezerros”, esclarece.

O coordenador da capacitação e pesquisador do IPAM, Marcelo Stabile, fala que estão testando pela primeira vez esse novo formato com ferramentas digitais que poderá ser replicado em outros estados. O objetivo dessa dinâmica é levar informações e conhecimentos aos produtores rurais por meio da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

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“Estamos repassando informações atualizadas sobre regularização ambiental aos técnicos que darão suporte nas propriedades rurais”, ressalta.

Além disso, a intenção é propor soluções para aumentar a produção sem prejuízo ao meio ambiente e ao mesmo tempo, contribuir para a sustentabilidade da cadeia da pecuária em longo prazo. Durante a capacitação está sendo abordado o histórico da legislação ambiental que resultou na lei de Proteção da Vegetação Nativa em 2012.

Também os principais conceitos do Código Florestal com foco em pequenos imóveis rurais, Áreas de Preservação Permanente (APP), Reserva Legal, área de uso consolidada e de uso restrito, Zoneamento Ecológico e Econômico, introdução do processo de elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em Mato Grosso, Autorização Provisória de Funcionamento (APF) e outros.

O coordenador de Ater da Empaer, Osmano de Freitas Silva, explica que no Subprograma os técnicos vão atender 2.400 pequenos e médios produtores que desenvolvem a atividade de pecuária de corte. Segundo Osmano, eles serão responsáveis pela assistência técnica contínua e a implantação de boas práticas, visando a redução do desmatamento e fortalecimento das cadeias produtivas. Estão participando técnicos que irão atuar nos municípios de Aripuanã, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Nova Bandeirantes, Juara, Juína e Juruena

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O engenheiro agrônomo da Empaer, Rogério Vagner Alves Neves, está participando das aulas e elogia o novo formato online e o conteúdo que está sendo apresentado de forma didática e objetiva. Ele comenta que irá atender produtores rurais no município de Colniza. A engenheira agrônoma, Mayara de Alencar Araújo Costa, do município de Juara, destaca que essa tecnologia permite reunir diversos profissionais capacitados, num só ambiente e pode ser acessado de forma fácil e rápida.

“Nosso trabalho será auxiliar a produção, incentivando o produtor a utilizar práticas e adequação ambiental em sua propriedade”, complementa Mayara.

O Programa REM MT tem como financiadores o KfW (Banco de Desenvolvimento do Governo da Alemanha) e BEIS (Secretaria de Negócios, Energia e Estratégia Industrial do Governo do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte), tendo a SEMA como órgão responsável pela execução, e o FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) como gestor financeiro e operacional.

 

 

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