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China: Melhor ano de exportações de pesticidas da década

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Embora a China tenha sido o primeiro país impactado pela pandemia de COVID-19, sua indústria de pesticidas superou rapidamente os efeitos causados pelas paralisações e bloqueios, retomando a produção e as exportações. De acordo com relatório do portal especializado AgroPages, 2020 acabou sendo o melhor ano de exportações de pesticidas da década para os chineses.

De modo geral, a indústria de pesticidas da China em 2020 recebeu apoio das políticas governamentais e esforços da indústria, mantendo a produção de pesticidas praticamente estável ou menor em relação ao ano anterior e seguindo a tendência geral de produção dos últimos cinco anos. “As exportações aumentaram fortemente após o primeiro trimestre e alcançaram um crescimento de dois dígitos durante todo o ano, tornando-o o melhor ano da última década”, aponta informe assinado pela editora Mickey Shan.

“A integração das empresas e das capacidades de produção da indústria de defensivos continuou em 2020, e novos projetos foram lançados a todo vapor. De acordo com estatísticas públicas incompletas e informações coletadas pela AgroPages, o investimento total em novos projetos de produção de pesticidas, que estão localizados principalmente nas regiões central e oeste do país, ultrapassou US$ 4,96 bilhões em 2020. Espera-se que um novo panorama da indústria e dos produtos se formará rapidamente em um futuro próximo”, disse a autora.

Em função de uma nova política ambiental, ocorreram fechamentos de parques da indústria química. De 2015 a 2019, a produção de matérias-primas de pesticidas químicos na China caiu de 3,74 milhões de toneladas para 2,25 milhões de toneladas, uma redução de mais de 30%.

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No início de 2020, a situação de pandemia era grave em todo o país, e a produção de pesticidas na China diminuiu significativamente em janeiro e fevereiro. Em fevereiro, quando ocorreram bloqueios em todo o país, o governo chinês prontamente abriu um canal verde para garantir a produção e o transporte de insumos agrícolas.

Uma pesquisa da AgroPages sobre as principais empresas de pesticidas na China durante esse período revelou que algumas fábricas, especialmente aquelas que fabricam produtos a granel, como glifosato e glufosinato, tentaram manter a produção normal enquanto garantiam a saúde de seus trabalhadores. Uma série de políticas de exportação foram introduzidas posteriormente pelo governo central, juntamente com a severa praga de gafanhotos em outros países e a próxima estação de plantio na primavera, estimularam a recuperação e a retomada da produção de pesticidas na China.

De acordo com o National Bureau of Statistics, a confecção de produtos técnicos de pesticidas na China diminuiu cerca de 20% com relação ao ano anterior de janeiro a fevereiro de 2020. A recuperação começou em março, e de abril a novembro a produção manteve trajetória de crescimento ano a ano de 22,4% e 24,8% em outubro e novembro, respectivamente, apresentando forte dinamismo. Em meio a um ambiente produtivo muito desfavorável, a produção anual de técnicos químicos em 2020, de janeiro a novembro, totalizou 1,931 milhão de toneladas. Em comparação com o nível médio dos anos anteriores, houve uma queda muito pequena.

O comércio internacional de pesticidas é altamente valorizado pelo governo. O Ministério das Finanças e a Administração Tributária do Estado ajustaram proativamente a política de redução do imposto de exportação para pesticidas em março. Em junho, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais anunciou um regulamento favorecendo o registro de pesticidas apenas para exportação.

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De acordo com o ICAMA (Instituto de Controle de Agroquímicos do Ministério da Agricultura), em 2020, as exportações de pesticidas da China sofreram uma queda acentuada em fevereiro, mas se recuperaram fortemente nos quatro meses seguintes, com o maior crescimento de 47,43 % em abril na comparação anual. De julho a setembro, a taxa de crescimento diminuiu gradativamente, mas ainda manteve uma tendência ascendente e se recuperou, aumentando significativamente em outubro e novembro.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo ICAMA no final de janeiro de 2021, as exportações de pesticidas em 2020 alcançaram um crescimento de dois dígitos, tornando-o o melhor ano da década passada. Em 2020, o volume de exportação de defensivos agrícolas (volume de carga) foi de 2,395 milhões de toneladas, um aumento de 29,3% em relação ao ano anterior, com adição de 543 mil toneladas; o valor das exportações de agrotóxicos foi de US $ 11,68 bilhões, um aumento ano-a-ano de 14,6%, registrando um extra de US $ 1,46 bilhão em relação a 2019, quando o valor das exportações ultrapassou US $ 10 bilhões. Em meio à pandemia em andamento, a China ainda manteve sua posição como um dos principais fornecedores de pesticidas do mundo.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

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Cotações de milho voltam a recuar

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O mercado de milho na B3 de São Paulo fechou em queda generalizada, por tomada de lucros natural depois de quatro sessões seguidas de alta, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Com isto, a cotação de março fechou em queda de R$ 0,64 no dia, mas alta de R$ 1,62 na semana a R$ 88,28; a de maio recuou R$ 0,48 no dia, mas avançou R$ 2,62 na semana para  R$ 88,58 e a de julho recuou R$ 0,54 no dia, mas avançou R$ 3,26 na semana para R$ 83,35”, comenta.

“Este recuo natural de tomada de lucros pelos investidores não retirou o viés de alta do aspecto fundamental do milho a médio e longo prazos. Mesmo com o aumento da disponibilidade nos estados do Sul, com a colheita da safra de verão e dos washouts feitos com alguns lotes de exportação do RS, que estão fazendo as cotações andarem de lado em fevereiro. O único movimento contrário é o próprio nível do preço, que começa a fincar insustentável para os consumidores finais, principalmente de ovos e leite, que não podem repassar os ganhos cambiais das carnes.”, completa.

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Já o milho em Chicago teve variações mistas. “No Brasil, o plantio de Safrinha estaria avançando, mas com atrasos em Mato Grosso. As tarefas teriam coberto 54% contra 80% da média nas campanhas recentes. A China teria como objetivo elevar a área semeada, mas dificilmente conseguiria reverter o déficit interno. Os Fundos estariam desarmando posições novamente”, indica.

“No fechamento, o contrato de março estava mudando de mãos a $ 5,522/bu, queda de $ 0,024/bu no dia, com o contrato de maio sendo negociado a $ 5,44/bu, queda de $ 0,056/bu. Sem avisos de vendas de exportação para pontuar o final da semana nos EUA, e com a valorização do dólar prejudicando ainda mais as novas esperanças de exportação dos EUA, os Fundos procuraram vender mais”, conclui.

 AGROLINK –Leonardo Gottems

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