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SUSTENTABILIDADE

Cargill testa máscara para absorver metano das vacas

A tecnologia experimental está em desenvolvimento em parceria com a startup britânica Zelp e visa reduzir emissões de gases de efeito estufa

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A multinacional disse em comunicado à imprensa que espera começar a oferecer os dispositivos a produtores de leite inicialmente na Europa. As empresas ainda não definiram o preço, mas a Zelp informou que o plano de assinatura anual custaria a partir de US$ 80 por vaca.

Segundo o site da agtech, os dispositivos vestíveis são colocados acima do focinho das vacas e agem mais ou menos como o conversor de gases de automóveis. Ventiladores alimentados por baterias solares sugam os gases e os prendem em uma câmara com um filtro.

Quando o filtro está cheio, uma reação química transforma o metano em CO₂, que é então liberado. O sistema poderia reduzir os efeitos do gás metano em até 53%, o que poderá ser ampliado.

Parceria com agtech britânica Zelp visa reduzir emissões do gás em 53%

O rebanho global chega a 1,6 bilhão de bovinos, que emitem gases de efeito estufa em sua digestão seja pela boca ou intestino. As vacas, por exemplo, expelem metano, um gás incolor e inodoro que retém 80 vezes mais calor na atmosfera que o CO2.

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Por isso, cada vez mais, o setor de pecuária é pressionado para mitigar ou mesmo zerar tais emissões. Por isso, a Zelp e a Cargill aproximaram-se, o que pode garantir acesso a grande número de clientes da multinacional americana à nova tecnologia.

“A Cargill tem grande alcance em fazendas leiteiras na Europa e podem distribuir nossa tecnologia a um grande número de clientes, tanto pecuaristas quanto empresas de laticínios”, disse o CEO da Zelp, Francisco Norris à Bloomberg.

A agtech trabalha na miniaturização da tecnologia e na otimização da energia dentro do dispositivo. A empresa está em negociações com uma série de possíveis parceiros de fabricação e pretende estar pronta para produção em massa no final do ano.

A meta é produzir 50 mil unidades no primeiro ano e até 200 mil unidades no próximo. A empresa também está perto de concluir sua próxima rodada de financiamento.

A Cargill se interessou pelas máscaras porque podem ser usadas em combinação com outras soluções, disse Sander van Zijderveld, líder de tecnologia e marketing estratégico de ruminantes da empresa na Europa Ocidental.

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Vários fornecedores de alimentos estão testando ou começaram a usar aditivos para rações que inibem os micróbios no aparelho digestivo das vacas para ajudá-las a produzir menos metano.

“O vantagem da Zelp é que pode complementar uma vaca que já está recebendo aditivos na ração para reduzir as emissões de metano. Ainda pode capturar o metano que está saindo. Poderíamos reduzir ainda mais”, disse.

Cargill espera que as máscaras comecem a ser vendidas no segundo semestre do próximo ano após mais testes, que se concentrarão no comportamento animal e no impacto na redução do metano.

A empresa pode expandir o programa para fora da Europa se a demanda for alta. A Zelp ainda precisa provar a especialistas independentes que a tecnologia funciona. Norris disse que estudos revisados por pares ocorrerão no quarto trimestre, após o produto ter sido totalmente otimizado.

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Agronegócio

IBGE atualiza limites de municípios no mapa da Amazônia Legal

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem (16) o  novo mapa da Amazônia Legal para 2020, com base na atualização da Malha Municipal. As alterações em relação ao mapa anterior ocorreram nos municípios internos à região, sem mudanças nas divisas dos estados e das fronteiras internacionais.

Segundo o IBGE, no mapa constam as divisas estaduais, limites municipais e posições das sedes das cidades, informações que auxiliam a compreensão da dinâmica urbana e da infraestrutura logística de integração regional.

Atualmente, a Amazônia Legal ocupa 5.015.068,18 quilômetros quadrados (km²), correspondentes a cerca de 58,9% do território brasileiro, de  8.510.295,914 km².

“As maiores mudanças em relação a 2019 foram em municípios internos à Amazônia Legal. Por exemplo, no Mato Grosso, o município de Várzea Grande teve mudanças em seu território, mas sem que isso alterasse a área total em questão”, disse, em nota, o cartógrafo do IBGE Diogo Nunes.

Atualmente, nove estados compõem a Amazônia Legal: Acre (22 municípios), Amapá (16), Amazonas (62), Mato Grosso (141), Pará (144), Rondônia (52), Roraima (15), Tocantins (139) e parte do Maranhão (181 municípios, dos quais 21 foram parcialmente integrados), com um total de 772 municípios. O Maranhão é o estado com o maior número de municípios na área e tem 79,3% do seu território, ou 261.350,785 km² integrados à Amazônia Legal.

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“A atualização do recorte territorial da Amazônia Legal serve como referência para a agregação de informações estatísticas e geocientíficas, contribuindo para a consolidação de uma base de informações de apoio ao planejamento regional e viabilizando o acompanhamento dos objetivos de redução das desigualdades sociais e regionais e de desenvolvimento sustentável”, explica o IBGE.

Instituída por lei em 1953, a Amazônia Legal define a delimitação geopolítica da região para efeito de planejamento social e econômico da região. “O governo federal é o responsável pela demarcação da Amazônia Legal, cabendo ao IBGE a divulgação espacial dessa região”, disse o cartógrafo Nunes.

Fonte: AMM

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