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Biofertilizante nanotecnológico revoluciona nutrição

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Um fertilizante e estimulante biológico que utiliza como matéria-prima carbono, nitrogênio e hidrogênio foi o resultado de uma parceria entre UNB (Universidade de Brasília) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Através da nanotecnologia, a Arbolina (previamente conhecida como Krill A32), possui características químicas que permitem uma absorção mais eficiente pelas folhas e, dentro da planta, ativa rotas metabólicas essenciais.

A partir dessa “Nanotecnologia Verde” é possível aumentar a produtividade e a qualidade nutricional de cultivares. Isso porque a solução oferta macros e micronutrientes necessários para o crescimento dos vegetais, como nitrogênio, fósforo, potássio, ferro e zinco, por exemplo.

Desenvolvida para o aumento da eficiência dos sistemas produtivos, a Arbolina possui em sua formulação propriedades estimulantes e hormonais. De acordo com Juscimar, o biofertilizante é voltado principalmente para aplicação na agricultura por meio de pulverizações foliares em hortaliças, soja, trigo, milho, algodão, feijão, morango e em qualquer outra espécie cultivada.

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“Além dos efeitos diretos no desenvolvimento vegetal, o produto apresenta compatibilidade com outros insumos agrícolas, podendo ser utilizado na mesma aplicação, o que não onera o custo de produção e traz diversos outros benefícios também. Além disso, o uso combinado tem permitido reduzir a dose de agroquímicos, aumentando sua eficiência e reduzindo a fitotoxicidade causada por eles”, acrescenta o pesquisador da Embrapa.

A Arbolina é resultado de um projeto de pesquisa multidisciplinar que teve sua origem nos laboratórios da UNB, contando com a expertise de professores e alunos do departamento de Química da Universidade. A partir daí houve o escalonamento de produção da tecnologia para padrões industriais, com parceria da Embrapa, através da formação da startup Krilltech. Com isso, a patente de formulação foi depositada integralmente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) neste ano de 2020.

“Ensaios agronômicos iniciais com hortaliças ocorreram no campo experimental da Embrapa, com as seguintes culturas: tomateiro, pimentão e alface hidropônica. Os resultados de destaque foram modificações de respostas fisiológicas das culturas com aumentos expressivos na taxa fotossintética e aumento na eficiência de uso da água e nutrientes. Estes comportamentos refletiram diretamente na produtividade com aumentos na ordem de 15 a 20% para as culturas avaliadas”, relembra Marcelo Rodrigues, fundador e conselheiro tecnológico da Krilltech.

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Os criadores revelam que a Arbolina deverá ser comercializada na forma de emulsão, para ser diluída na calda no momento da aplicação – que será por via foliar, garantido uma maior uniformidade de espalhamento. “Por se tratar de matrizes carbonáceas que estão em consonância com a lei, o produto está posicionado para uso em sistema de produção convencional, orgânico, fazendas urbanas, produção protegida (indoor e outdoor)”, ressalta o outro sócio-fundador, Diego Stone Aires, empreendedor de 27 anos que é o CEO da Krilltech.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

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Agronegócio

Índia não quer transgênicos do Brasil

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A partir de 1º de março passam a valer as novas regras de exportação de vegetais, frutas e grãos para a Índia. O país faz exigências que valem para 24 produtos e diz respeito a proibição de sua origem em organismos geneticamente modificados.

O Ministério da Agricultura recebeu a notificação da Food Safety and Standards Authority of India (FSSAI), autoridade alimentar indiana. “A exportação desses produtos deve estar acompanhada por um certificado oficial, conforme modelo estabelecido pela autoridade indiana, e que deverá ser emitido pelo Mapa no ponto de saída da mercadoria”, explica o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Carlos Goulart.

Todos esses produtos vegetais, independente do grau de processamento e do uso proposto, devem receber a referida certificação não-OGM. Os exportadores deverão solicitar a emissão do certificado na unidade da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) de saída da mercadoria.

Somente para os produtos que têm autorização para cultivo OGM no Brasil –  feijão (Phaseolus vulgaris), milho, soja e cana-de-açúcar , deverá ser apresentado o laudo de análise laboratorial, emitido por laboratório da rede credenciada Mapa, atestando a ausência de evento OGM na partida a ser exportada.

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Os produtos vegetais sujeitos ao cumprimento da exigência são os seguintes: abacaxi, abóbora, alfafa, ameixa, arroz, batata, beterraba, soja, feijão, feijão caupi, cana-de-açúcar, milho, cártamo, maçã, canola, chicória, beringela, linhaça, melão, mamão, nabo, pimentas e pimentões, tomate e trigo.

AGROLINK –Eliza Maliszewski

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