Escola mobiliza comunidade escolar no combate ao Aedes aegypti

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A Escola Estadual Djalma Ferreira Mendes, localizada no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá, mobilizou a comunidade escolar para participar de palestras, patrulhas comunitárias, campanhas e ações nas redes sociais para conscientizar no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O dia D da mobilização ocorreu durante a Semana Nacional de Mobilização da Educação, Assistência Social e Saúde no combate.

Como parte das ações, na manhã desta, a escola sediou uma palestra com o biólogo, gerente de controle de vetores e zoonoses, da Secretaria de Estado de Saúde, Sandro Luiz Netto.

Em sua explanação, Netto ressalto toda a gravidade das doenças transmitidas pelo mosquito, bem como o ciclo de vida do inseto, principais locais de reprodução e métodos eficazes de prevenção.

“As crianças podem ser os principais agentes transformadores das comunidades. Os estudos apontam que o problema com combate ao Aedes aegypti é, acima de tudo, cultural, por isso, se conseguirmos realizar a formação desses jovens, conseguiremos atingir a toda a população”.

Conforme o gerente, quanto mais novos os jovens aprenderem a importância do assunto, mas rapidamente a sociedade irá erradicar essas doenças.

Os alunos Viviane Camilla e José Augusto, do 9º ano, relataram boas práticas e experiências obtidas nas ações, dos anos anteriores, para inspirar os estudantes do 7º e 6º ano a trabalharem em prol da comunidade.

“Nós percebemos que os saquinhos de suco usados se tornavam um dos principais criadouros de mosquito, por isso, recolhemos todos e fizemos uma roupa ecológica para que todos entendessem o quanto isso é importante. Também criamos hashtags no Instagram e Facebook para alertar os nossos pais e amigos sobre os perigos da dengue, zika e chikungunya”, afirmou Viviane.

Segundo a diretora da EE Djalma Ferreira Mendes, Maria Denise, a unidade já conta com um histórico de trabalhos voltados a conscientização das crianças e da comunidade escolar e que cada vez mais os jovens tem tomado a frente dos projetos.

“Ano passado os próprios alunos realizaram panfletagem, pit-stop no trânsito, além de campanhas na internet para mostrar como combater o mosquito. O sucesso foi tanto, que este ano iremos repetir as ações”, afirmou.

Para a gestora o envolvimento da comunidade é fundamental para o sucesso das ações. “Nós sabemos que um foco de dengue pode prejudicar todo um bairro, por isso enquanto os alunos realizam monitoramento dentro do pátio da escola, os apoiadores realizam no entorno, assim conseguimos ser ainda mais efetivos”, disse.

Prevenção

Para manter a população livre do Aedes aegypti é necessário eliminar toda a água parada. Manter calhas sempre limpas, garrafas viradas para baixo, lixeiras fechadas e tonéis e caixas d’ água tampadas são iniciativas importantes.

Conforme o Ministério da Saúde, houve uma redução de 84,8% dos casos de dengue; 92,6% de Zika e 34,2% de chikungunya em relação ao mesmo período de 2016.

Crédito: Gustavo Nascimento | Seduc-MT