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O pequeno que dá certo :: Portal Revista RDM

Empreendedorismo
O pequeno que dá certo
Negócios e sucesso onde menos se espera

Rui Matos

Ilustração: Marcão
 

 

 

 

 

 

Olhar o futuro, planejar sempre o melhor e ter o passado como estímulo para todas as transformações são regras reafirmadas diariamente pelo empresário Jorge Defanti, 50 anos. Há 17 anos ele dirige, com a esposa Gina, 38 anos, a Defanti - Gráfica, Editora e Embalagens, em Cuiabá (MT). Editar livros e produzir impressos de qualidade hoje é uma paixão na vida do casal.  Mas nem sempre foi assim. A consolidação do negócio foi tarefa árdua.

Seguindo cada vontade traçada no seu projeto de vida, Jorge deixou de ser empregado terceirizado num intercâmbio cultural nos Estados Unidos e, depois, na França, para ser o seu próprio patrão. Juntou as economias e, em 1993, abriu em Cuiabá a JD Editoração Eletrônica, primeira empresa do ramo na capital. Um ano antes, ainda na França, Jorge diz, orgulhoso, que foi a segunda pessoa a comprar o 'Ventura', programa de editoração lançado nos Estados Unidos. Daí veio o suporte técnico para o negócio que mudaria, para sempre, a sua vida.
Osmar Cabral
Jorge Defanti, 50 anos Empresa: Defanti - Gráfica, Editora e Embalagens Quando começou: 1992 Pulo do gato: Quando identificou a demanda pela editoração eletrônica em Cuiabá Maior desafio: Conseguir baixar o custo final dos livros

"Assim que pisei em Cuiabá, vi diante de mim um filão", conta. Segundo ele, naquela época, as gráficas de Mato Grosso estavam começando a utilizar a editoração eletrônica e a JD chegou a prestar serviços para todas as gráficas existentes na cidade. "Quatro colaboradores bem treinados davam conta do recado", completa. O empresário recorda que, quando a coisa apertava, ele também ia para o computador e entrava madrugada adentro para atender à demanda.
 
ARTE DE VIRAR O JOGO

Não demorou muito para Jorge Defanti entrar para as estatísticas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Mais da metade (52%) das microempresas fecham as portas antes de completar um ano e meio de vida, seja pela burocracia e a tributação excessivas, seja pelas dificuldades de acesso a crédito e falta de planejamento. Em 2009, segundo o Sebrae, esse percentual subiu para 78%. No caso da JD, o algoz da morte precoce foi a concorrência acirrada. "Em pouco tempo Cuiabá tinha dezenas de pequenas editoras de arte e texto e tivemos que buscar saídas em um novo negócio", observa Jorge.

Na opinião de Laura Bussiki, da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae Mato Grosso, “subestimar a concorrência é um dos principais erros dos novos empreendedores”. No entanto, avalia ela, Jorge Defanti acertou ao elaborar um plano de negócio e investir em qualificação, como orienta o ‘Programa Próprio’, ferramenta do Sebrae para esclarecer novos empreendedores. Logo o empresário voltou a fazer parte de outra estatística: a Defanti passou a figurar entre as empresas de sucesso com mais de dois anos de existência, em plena atividade e com planos audaciosos.

Um deles foi a edição de livros, e não apenas para o mercado regional. "A literatura é universal. É preciso apenas escolher bem o título ideal, o momento do lançamento e até os idiomas mais competitivos", argumenta. Jorge já editou quatro títulos regionais. Uma das apostas é a Tábua Cronológica da Bíblia, de sua própria autoria.

A expressão empresarial de Jorge Defanti logo o colocou no caminho dos também empresários, Alexandre Furlan, Heitor Trentin, Adilson Valera e Luis Desidério. Juntos, fundaram a Plastibrás e a Summer. Hoje, o grupo domina o comércio regional de reciclagem de embalagens vazias de agrotóxicos para a produção de tubos de esgoto e eletrificação subterrânea, além do segmento de limpeza e higiene doméstica (Summer). As três empresas geram cerca de 100 empregos diretos.

Mas nem todas as pequenas e médias empresas têm esse potencial de empregabilidade. O Brasil tem, atualmente, mais de 4 milhões de microempreendedores com até cinco funcionários e outros 18 milhões que trabalham sozinhos. Número duas vezes maior que os de 2003, último ano em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fez uma pesquisa completa.
 
VALOR NO CONHECIMENTO

Quem escapa do desemprego precisa de resultados rápidos, afinal, não há recursos sobrando que possam ser desperdiçados em tentativas fracassadas. O ex-bancário Misael Oliveira Galvão, 40 anos, iniciou em 1991 uma jornada que mudaria a sua vida. Sem chances de ser readmitido pelo sistema bancário, juntou as economias e investiu em brinquedos, sacolas e uma barraca de camelô. Naquele ano, passou a fazer parte do time de ambulantes que vendiam produtos contrabandeados do Paraguai nas ruas de Cuiabá. Uma realidade nua e crua. “Virei ambulante por falta de opção, mas logo vi a oportunidade de ser o meu próprio patrão”, relembra.
 
A experiência no atendimento ao público e os constantes cursos de gestão logo fizeram de Misael o líder do grupo de ambulantes que tinha pontos na Rua Caetano de Albuquerque, centro da cidade. Entre a acirrada perseguição dos fiscais da prefeitura, a resistência do comércio formal, constantes mudanças de endereço e até confrontos com o batalhão de choque da Polícia Militar, passaram-se 19 anos e as barracas de Misael e de seus colegas de trabalho já não são as mesmas. Também não estão mais nas ruas, sob sol e chuva.
Felipe Barros
Misael Oliveira Galvão, 40 anos Entidade: Associação dos Ambulantes do Shopping Popular de Cuiabá Quando começou: 1995 Pulo do gato: Criação da Cooperativa de Compra do Comércio Popular de Mato Grosso Maior desafio: Transformar o espaço num centro de compras e de turismo

Por persistência dos próprios ambulantes e com ajuda do Poder Público, atualmente, 392 deles estão instalados numa estrutura coberta de cinco mil metros quadrados, equipada com segurança monitorada, assistência jurídica, contábil e de imprensa. Outros 2.600 ambulantes ainda permanecem nas ruas ou em galerias improvisadas nos bairros centrais de Cuiabá e Várzea Grande – cidades divididas pelo rio Cuiabá.

Não se sabe o volume exato da movimentação financeira realizada por esse contingente, mas a Associação dos Ambulantes do Shopping Popular estima que só ali circulam cerca de 10 mil pessoas diariamente. “A preferência é por produtos eletrônicos e brinquedos”, revela Misael Galvão, que preside a associação pelo sexto mandato e comanda 25 funcionários contratados.

EMPREENDEDOR LEGAL

Uma das iniciativas de Misael foi o fortalecimento da Cooperativa de Compra do Comércio Popular de Mato Grosso, criada por ele em 2005. O grupo se organizava, mas faltava mais. Queriam deixar a ilegalidade para serem microempresários de fato.

Ele se gaba de ter iniciado em Cuiabá o movimento pela legalização do comércio ambulante, que logo ganhou projeção nacional. A articulação levou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a se render ao Regime de Tributação Unificada (RTU) na importação, via terrestre, de mercadorias procedentes do Paraguai. O RTU consiste no pagamento dos tributos federais por meio da aplicação da alíquota única de 42,25% sobre o preço de aquisição das mercadorias importadas. “Deixamos de ser contrabandistas e nos tornamos importadores”, comemora o ex-bancário, que, além da esposa, Adélia Galvão, emprega também as filhas Suellem, 19 anos, e Cristiele, 15 anos.

Adélia é daquelas que não se prendem ao caixa. “Quando se estaciona no balcão, não há tempo para inovação”, completa ela. O esforço da microempresária já virou estatística. Em 2007, pela primeira vez, o nível de empreendedorismo das mulheres brasileiras superou o dos homens. Elas estão na 7ª posição do ranking mundial, com 12,75% da taxa de empreendedorismo. De acordo com o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), elas representam 52% dos empreendedores no Brasil. Em 2001, este índice era de apenas 29%.
 
POPULAR, PORÉM ATRAENTE

Para quem prega que produto do Paraguai não tem garantia, Misael garante que no Shopping Popular tem. Cada ambulante tem um cartão personalizado com as informações da barraca e, no verso, um termo de compromisso com a garantia. “O próximo passo será uma parceria com o Procon para orientação aos associados”, anuncia.

Quando o assunto é DVD pirata, o líder dos ambulantes é taxativo: “Não recomendamos a venda desse produto e fazemos de tudo para alertar o associado quanto às penalidades da lei”. A busca pela excelência segue adiante. A associação proporciona a compra com cartão de crédito e débito, iniciou licitação para climatização do ambiente, confecção de sacolas personalizadas em material reciclado, instalação de caixas eletrônicos e a divulgação do site da entidade – www.shoppingpopularcba.com.br.

A cartada mais inovadora e até oportunista foi a inclusão de uma moderna estrutura para o Shopping Popular nos projetos da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Pantanal de 2014 (Agecopa). Pela proposta apresentada ao governo do Estado, consta estrutura para 700 barracas, praça de alimentação e centro cultural. “Nossa meta é transformar o Shopping Popular num moderno centro de compras e de serviços”, define. Com visão empresarial, Misael Galvão planeja colocar a nova estrutura no mesmo roteiro turístico do Museu do Rio Cuiabá ‘Alfredo Hid Scaff’, do Parque de Exposição Agropecuária e do Cais do Porto, todos na área de influência do tradicional bairro Porto. “Depois disso, teremos cumprido o ciclo dos investimentos para iniciarmos o ciclo das inovações”, finaliza.
 
NEGÓCIO DE OPORTUNIDADE

Inovação e nove anos de experiência como gráfico renderam a Roger Dalton Kuhnen, 28 anos, o status de o mais jovem executivo da família Kuhnen. Visionário e bem articulado com os empresários do setor, Roger abriu, há três anos, a primeira empresa especializada em papéis especiais de Mato Grosso, a Papiro Boutique de Papéis. "Se em Cuiabá existem cerca de 100 gráficas, entre grandes, médias e pequenas, por que não abrir um negócio para atender à demanda por convites, cartões e embalagens personalizadas"? E nem precisou pensar muito. O mercado estava aí, livre e solto. "Por falta de estoque e até da pouca diversidade, as gráficas acabavam usando papéis de pouco valor agregado", argumenta o jovem empresário.

A exemplo de Jorge Defanti, a garra e o espírito empreendedor de Roger responderam de forma pró-ativa e a Papiro já é referência, inclusive, para as gráficas do interior do Estado, além de cidades como Vilhena e Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). "Pra mim foi um pequeno negócio que já nasceu grande", avalia Roger.
Osmar Cabral
Roger Dalton Kuhnen, 28 anos Empresa: Papiro - Boutique de Papéis Quando começou: 2007 Pulo do gato: O ineditismo do negócio em Mato Grosso Maior desafio: Dominar o mercado no Centro-Oeste e Norte do Brasil

Involuntariamente, Roger Kuhnen acabou aquecendo outro segmento importante para a economia regional: o artesanato. Marcelo Gonçalves da Costa, 37 anos, produz cartões personalizados e tem como matéria-prima papéis especiais. Além dele, há dezenas de profissionais com a mesma linha de trabalho. "Já ministrei vários cursos para repassar minha técnica", revela Marcelo. 

O nicho de mercado diante dos olhos de Dalton não se resume a esses dois segmentos. "Centenas de pessoas se casam, concluem curso superior, promovem eventos e presenteiam. No momento, o mercado é nosso e, para isso, buscamos o que há de melhor para atendê-lo e para consolidar o empreendimento", diz Roger Kuhnen.

Para a economista e analista de mercado Ana Lúcia Buratto, o pequeno ou médio empreendedor das classes emergentes consegue crescer percebendo pequenas necessidades não atendidas e chances de vender algo ligeiramente melhor do que o que já existe. “É uma questão de oportunidade e de visão de mercado”, afirma a profissional.

APESAR DE TUDO!
 
Mesmo sem crédito, os negócios de sucesso estão onde menos se espera. Numa pequena chácara, distante 100 km de Cuiabá, no distrito da Guia, o mestre em laminação Luis Alcides da Silva, 58 anos, montou uma empresa surpreendente. A sede do empreendimento é de pau-a-pique, o ar condicionado é o próprio vento que corta árvores e palmeiras e chega a uma velocidade média de 15 km por hora serpenteando a morraria da comunidade de Coivaras. O único conforto é a rede de energia elétrica que garante o funcionamento de um curtume artesanal.

Seu Luis, como é chamado no lugar, produz uma das melhores luvas e aventais de couro de que se têm notícia em Cuiabá. A produção é artesanal e já teve a sua qualidade, inclusive, atestada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT). "Até o número de furos que a máquina faz para costurar as luvas está dentro do padrão de qualidade do IPT", comemora ele.

Autodidata, cursou apenas a primeira série primária e, mesmo assim, lê e escreve muito bem. Um dos cursos que fez foi o Empretec, pelo Sebrae, voltado para empreendedores que já tenham definido claramente um plano de criação de empresa. Apesar da pouca formação, Luis fala com desenvoltura sobre planejamento estratégico, plano de negócio e capital de giro.
Osmar Cabral
Luis Alcides da Silva, 58 anos Empresa: LA Couros Quando começou: 2004 Pulo do gato: Produtos superiores aos do mercado Maior desafio: Conseguir crédito para ampliar o negócio

Seu Luiz, como gosta de ser chamado, está entre os 8% dos que iniciam um negócio por já ter experiência na área. De acordo com o Sebrae, os demais perfis se completam da seguinte forma: 31% por cento compõem os que não encontraram emprego, 18% dos novos empreendedores são formados por aqueles que querem complementar a renda familiar, 16% buscam independência financeira, 7%  acharam a pequena empresa um negócio promissor, 2% buscam horário flexível de trabalho e 10% justificam outros interesses.
 
FORJADO COM AS PRÓPRIAS MÃOS

Quem visita o curtume do seu Luis fica surpreso. Primeiro porque não há aquele cheiro característico do curtimento das peles de bovinos. Além da limpeza frequente, ele utiliza apenas o óleo branco (à base de peixe) e o bicarbonato de sódio, que não poluem o meio ambiente. "Não uso nada que agrida a natureza", afirma categórico.

O curioso é que todos os apetrechos usados na unidade fabril foram fabricados por ele. O fulão (tonel de madeira onde o couro é curtido) foi construído com ajuda de um marceneiro. Já a rebaixadora - usada para limpar a pele, a prensa e o "desvirador" de luvas foram todos inventados por seu Luis.

Com uma capacidade de produção diária de 150 pares de luvas e 300 aventais, a pequena indústria está parada e os três funcionários foram dispensados desde o início do ano. Depois de levar um calote relativo a três meses de produção, o empreendedor tenta agora um financiamento, via Banco do Brasil, para retomar as atividades. "Não tenho medo de investir porque sei que vou pagar e ainda dobrar a minha produção", fala com empolgação.

Seu Luis "persegue" um financiamento que pode chegar ao teto máximo de R$ 19 mil, mas já está perdendo a esperança por conta da burocracia. "Quero produzir, empregar pessoas da comunidade e gerar impostos, mas não me deixam", reclama.

Ele é apenas um entre os milhares que esperam crédito. Apesar de um sistema financeiro sólido, o volume de créditos no Brasil alcança apenas 52% do Produto Interno Bruto (PIB), valor excessivamente baixo, especialmente se comparado ao de países como os Estados Unidos (161%) e Chile (75%).
 
Mas o lamento dele não é o único.  Aproximadamente 16% dos microempresários brasileiros reclamam da falta de capital de giro. Outros 31% dizem que faltam clientes. Pouco mais de 25% se queixam da concorrência. O lucro é pequeno para 13%. Entre os que reclamam da falta de instalações adequadas estão 13%. Apenas 1% diz que falta regularização, outro 1% reclama da carência de mão-de-obra qualificada. Por fim, 10% alegam outros motivos, segundo pesquisa do Sebrae.

Felipe Barros
Da pequena comunidade rural de Coivaras, seu Luis Alcides exporta luvas e aventais de couro atestados pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT)

A história do seu Luis se assemelha à de milhares de microempresários no Brasil, onde se estima que cerca de 40% do PIB do setor vive no anonimato. Mas não é o fim do túnel. Entre 2008 e 2009 cerca de 15 milhões de novas microempresas foram abertas legalmente. Grande parte desses empresários está nas classes C e D, com renda mensal entre R$ 570 e R$ 1.300, segundo o IBGE.

Os relatos dos nossos personagens revelam que o microempreendedor que melhora o seu nível social supera obstáculos com muita vontade. Não pode desperdiçar tempo nem dinheiro. Talvez seja essa a diferença que faz das micro e pequenas empresas brasileiras um celeiro de empreendedorismo.

Uma frase de Misael Galvão define bem essa realidade: “De um limão fazemos uma limonada. Agora, definir a quantidade dessa bebida agregando valor, será o desafio de quem fazê-la”. Muito inspirador, mas foi de seo Luis o pensamento mais emblemático nesse universo de inusitados empreendedores: “Se você não é tão forte, seja flexível. Aproveite ao máximo os recursos que tem”.
 
ENQUANTO SE ESPERA, CARREGAM-SE PEDRAS

Desafios são desafios. Enquanto o recurso do banco não chega, seu Luis continua acordando antes do galo cantar no poleiro. Depois de jogar o milho para as 50 galinhas soltas no pomar, vai para a roça onde cultiva quatro mil pés de banana, quatro mil mudas de café, 480 pés de maracujá e 3.500 pés de abacaxi. Quando chega o crepúsculo e vai para cama, o sonho é o mesmo do Jorge, do Roger e do Misael: manter o negócio gerando empregos e renda, apesar dos pesares! 

DNA DO EMPREENDEDORISMO

Avaliando casos como os de Jorge Defanti, Misael Galvão, Roger Dalton Kuhnen e Luis Alcides da Silva, a mestre em Administração, Daniele Jannotti Villena, define o empreendedorismo como a criação de algo novo a partir da identificação de uma oportunidade. Segundo ela, a dedicação, a persistência e a ousadia aparecem como atitudes imprescindíveis neste processo para se obter os objetivos pretendidos.
 
A economista Ana Lúcia Buratto completa esse raciocínio: “Os riscos, naturalmente presentes no empreender, deverão ser previstos e calculados”. “Uma coisa é certa: empreendedor não é o mesmo que administrador”, completa Daniele Jannotti.

Ânimos à parte, o empreendedor brasileiro fica aquém da expectativa. O relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM – 2007) indicou a Tailândia como o país mais empreendedor do mundo, com 26,87% de taxa de empreendedorismo iniciais – aqueles que estão começando ou abriram um negócio nos últimos três anos e meio antecedentes à pesquisa. De acordo com o estudo, administrado pela Global Entrepreneurship Research Association (Gera), o Peru ocupa o segundo lugar no ranking, com 25,89% de empreendedorismo. Na terceira colocação está a Colômbia, com 22,72%.

Outros quatro países da América Latina estão entre os oito primeiros: Venezuela (4º), com 20,16%; Argentina (7º), com 14,43%; Chile (8º), com 13,43%; e Brasil (9º), com 12,72%.
Entre as nações menos empreendedoras estão o Japão (4,34%), a Suécia (4,15%) e a Romênia (4,02%). Em último está a Áustria (2,44%).

Apesar de não ser o primeiro no ranking, o pequeno empreendedor brasileiro continua surpreendendo e mostrando que não basta uma boa idéia. É preciso inová-la!
 
SERVIÇO
(65) 3648-1222
www.sebrae.com.br/uf/mato-grosso


Fonte: Portal Revista RDM
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