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Chocolate
Eu só quero chocolate...
Doce, amargo, meio amargo, picante, não importa. Ele combina com qualquer estação do ano.

Por Rui Matos

Quando o assunto é chocolate, a conversa fica boa. Aliás, gostosa. Só de pensar os sentidos já ficam aguçados. A boca logo fica cheia de água, passamos a sentir o aroma, o barulhinho da mordida e por aí vai...extremamente sensorial. 

Algo único e indescritível, por mais que se queira juntar palavras para traduzir. É pura felicidade!  Para uns, verdadeiro pecado. Para outros, um delírio. Há quem junte tudo isso e, para melhorar, vira um chocolateur. É o caso de Orlando Glingani, gerente de Marketing e Inovação da Kopenhagen.

Para Orlando, quem diz que não gosta de chocolate está mentindo. “O chocolate combina com qualquer estação do ano. Na primavera comemos chocolate com morango para colorir, no verão comemos chocolate com menta para refrescar, no outono comemos chocolate com nozes só para o tempo passar e chegar logo o inverno para comer chocolate com pimenta para nos esquentar”, comenta.

Receitas e opiniões sobre chocolate estão reunidas no livro que conta a saga dos 80 anos da Kopenhagen no Brasil e ali tem um dedinho do Orlando, que contribuiu com a edição da publicação. “Sinto orgulho de fazer parte dessa história”, diz o chocolateur.

Em cada parte do mundo há um capítulo diferente, mas não menos saboroso. Durante décadas o chocolate se manteve como exclusividade dos nobres e foi sendo adaptado ao paladar dos novos apreciadores. Orlando destaca que os belgas preferem os chocolates com coberturas mais espessas e cremes frescos. Já os italianos são grandes apreciadores de chocolate amargo com avelãs. Os suíços tendem para o chocolate ao leite doce. Os norte-americanos preferem os chocolates com uma doçura maior. Agora, falando dos brasileiros, só recentemente estão apreciando em maior quantidade os chocolates amargos.
“Cada chocolate tem a sua identidade, mas o produto brasileiro é especial”, observa Orlando Glingani, gerente de Marketing da Kopenhagen

Alimento saudável  É que a busca pelo amargo tem relação direta com a busca pela vida saudável. Não há como negar seu valor nutritivo. Contém proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C. “No dias de hoje grande parte do mundo já se rendeu também ao sabor dos chocolates amargos, aqueles, com maior concentração de cacau, rico em antioxidantes, amigo do coração e do prazer”, completa. Outros efeitos incluem as propriedades anticancerígenas, estimulantes cerebrais e a capacidade de curar diarreias, entre outros. As propriedades afrodisíacas dos chocolates ainda não foram comprovadas, mas a cultura popular já disseminou também esse benefício.

Essa associação do chocolate com alimentos saudáveis permite experimentar sem medo e receio mais e mais sabores e aromas. Se o brasileiro só descobriu isso recentemente, o casal Anna e David Kopenhagen já sabia disso desde 1928. Imigrantes da Letônia – na Europa Oriental -, trouxeram na mala a receita do marzipan, um doce europeu clássico, feito da mistura da amêndoa e açúcar. Por muitos anos venderam a guloseima de porta em porta até se tornarem conhecidos e respeitados. Uma trajetória de sucesso que possibilitou ao casal abrir a primeira loja Kopenhagen, em 1929, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Em 1943, era inaugurada a fábrica que marcaria para sempre a história do casal Kopenhagen, no Itaim Bibi, em São Paulo. Hoje, a empresa lidera o mercado de chocolates finos no Brasil.

Com as mãos no chocolate
  Originário dos Andes, o cacau ganhou o mundo e hoje, além do Brasil, há bons chocolates produzidos em Gana, Madagascar e no Equador. “Cada um com sua identidade, mas o produto brasileiro é especial”, observa Orlando Glingani.
Diferenças regionais à parte, o chocolate, ao longo dos tempos, foi tomando novas formas e foi criando vários hábitos na sociedade ocidental. Afinal, quem nunca ganhou ou desejou um ovo de Páscoa feito de chocolate? No mundo todo, o chocolate aparece como tradição em festividades populares. No Dia dos Namorados e no Dia das Mães, uma caixa de chocolates é um presente sugerido a quem quer demonstrar carinho. Também é um brinde usado em outras datas comemorativas, como no Natal e nos aniversários, quando surge ainda em forma de enfeites decorativos e também em bolos e docinhos.

Enfim, chocolate é bom todo dia, como alimento ou pelo puro prazer de comê-lo. Escolha o seu!

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