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| O Parque da Cidade de Brasília será o próximo endereço da Exposição Mataviva, em data a ser definida |
Depois de décadas eternizando animais e aves da fauna do Centro-Oeste brasileiro, o artista plástico cuiabano Victor Hugo deixou o ateliê e foi a campo com uma proposta ousada e desafiadora. Aos 57 anos, o artista que sempre abusou das formas regionais e das cores fortes para registrar as belezas naturais de Chapada dos Guimarães (MT) consolida uma nova fase profissional, definida por ele como mais intuitiva. O foco é usar o poder que a arte tem de trabalhar as questões mais subjetivas do ser humano.
Victor Hugo buscou no Cerrado, no Pantanal e na Amazônia a inspiração. Daí, a sensibilidade dos traços e das cores interagiram com as formas perfeitas da natureza. O resultado foi a Exposição ‘Fauna Mataviva’, lançada na primeira semana de junho no Parque do Ibirapuera, em São Paulo e que, agora, chegará ao Parque ‘Sarah Kubitschek’, popularmente conhecido como Parque da Cidade de Brasília. “Essa exposição não trabalha somente com tela e tinta. Busco proporcionar um contato profundo do visitante com sua imaginação”, define Victor Hugo.
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| As telas de Victor Hugo encantam pelo realismo e pelo fator surpresa, em pleno cenário natural |
No Ibirapuera, 20 telas retratando onça-pintada, tamanduá-bandeira, tatu, bicho-preguiça, anta, ema, arara azul, cervo do pantanal, tucano, jacaré, tuiuiú, macaco bugio, lobo-guará, gavião real, coruja, seriema, cateto, mutum e anhuma, foram colocadas estrategicamente nos 1,6 milhão de metros quadrados do parque paulistano. “Imagine a instropecção provocada ao se deparar com uma onça em tamanho natural em pleno Ibirapuera”?, argumenta o autor da exposição. Pelo menos 500 mil pessoas viram a mostra de Victor Hugo que, segundo ele, são, a partir de agora, agentes disseminadores de ideias preservacionistas.
“A intenção não é apenas mostrar as belezas da nossa fauna, mas fazer as pessoas pensarem sobre a importância de se preservar esses animais em seu habitat natural”, diz.
A exposição foi vista, pela primeira vez, no Parque ‘Mãe Bonifácia’, em Cuiabá, e deverá continuar encantando Brasil afora, pelo ineditismo e pelo forte apelo ecológico. A escolha de parques para a exposição não foi à toa. “Quando se caminha pelas trilhas do Parque de Brasília, por exemplo, com mais de 4 milhões de metros quadrados de muito verde, a interação entre homem e natureza é perfeita. É o cenário ideal para fazê-lo refletir. Além do mais, é o maior parque urbano do mundo, superando até mesmo o Central Park em Nova York”, completa Victor Hugo. A intenção do artista é não trabalhar fórmulas prontas e com foco em um único resultado. “Todos os resultados terão suas riquezas, mesmo que seja apenas a descoberta de uma tela de arte no meio do mato”.
Nos próximos destinos da Exposição Mataviva deverão estar a ‘Quinta da Boa Vista’, o Horto Florestal ou a ‘Floresta da Tijuca’, ambos no Rio de Janeiro, que juntas têm mais de 39 milhões de metros quadrados e poderão abrigar um número maior de telas, além de animais retratados na Mata Atlântica. “Dessa forma, vamos aprender que nosso papel também é o de respeitar, ensinar e orientar as crianças para a arte”, finaliza o artista.
SERVIÇO
victorhugo_mt@yahoo.com.br
(65) 9956-5450