Os brasilienses já estão acostumados. No período de seca, as chuvas ficam escassas e a umidade do ar despenca. Enquanto muitos sentem a mudança do clima na pele, os agricultores sentem as consequências da seca também no solo – e no bolso. Para driblar as dificuldades causadas pelo clima, agricultores familiares têm usado de diferentes técnicas para o melhor aproveitamento da água.

O problema se agravou mais com a crise hídrica que a capital vem sofrendo atualmente. Em Planaltina, uma técnica tem feito a diferença na vida do agricultor familiar João Oliveira, de 56 anos. Na propriedade, foi instalado um tanque lonado, uma espécie de reservatório revestido com lona, que impede a perda de água por infiltração do solo.

O tanque lonado foi uma solução que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), de Planaltina, encontrou para que os produtores não perdessem água na armazenagem. O extensionista Sizelmo da Silva explica que a água que chega na propriedade de João Oliveira vem do córrego Piripipau e já sofre muita perda no caminho até a propriedade. “Desde a tomada de água, que fica em torno de 16 km dessa propriedade, tem uma perda grande por infiltração ao longo do canal. Chega a perder 40%”, alerta.

A água que fica perdida pelo caminho faz falta na produção de João. O agricultor conta que além disso, perdia mais água no armazenamento na propriedade. “A perda de água é enorme, às vezes sem irrigar a gente enchia o reservatório em um dia e no outro já tinha perdido 20% a 30% de água. Então estamos fazendo o possível para dentro da propriedade a gente aproveitar o máximo”, afirma.

Segundo Sizelmo, se bem instalado, o tanque tem uma longa durabilidade e praticamente não há infiltração de água no reservatório. Para garantir a durabilidade do material, foram colocados cerca 10 cm de terra em cima da lona, para ela não ressecar com os raios solares. Dessa forma, o extensionista garante que a lona dura em média 20 anos.

Sizelmo ainda conta que o agricultor familiar de Brasília que tiver interesse na técnica pode procurar o escritório regional da Emate-DF de sua região para que os técnicos ajudem na elaboração do projeto. Ele ressalta também que o escritório de Planaltina está aberto à visitação dos produtores que quiserem conhecer de perto como os reservatórios funcionam.

Satisfação

Seu João está contente com a nova aquisição e já desativou o antigo reservatório sem revestimento. Em breve, ele quer aproveitá-lo e revesti-lo também, garantido, assim, mais água para irrigar suas frutas, hortaliças e mudas. O agricultor tem tido o cuidado de usar sistemas de irrigação que garantam o bom uso da água. Em sua propriedade, a irrigação é feita por gotejamento e mini aspersão.

Ele tira o sustento da agricultura há cerca de 40 anos. Só nessa propriedade, em Planaltina, ele vive da produção de alimentos há 30 anos. Todo ano o produtor sofre com a seca da capital, o que o deixa ainda mais consciente da importância da água para a sua atividade e aumenta a cada dia os cuidados com esse bem tão valioso. “A água aqui pra gente é sobrevivência. Sem água não tem produção, não tem renda”, ressalta.

Crédito: PORTAL DO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO - Juliana Andrade
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