Por Marcio Camilo

As informações de bastidores sobre a volta do deputado federal Valternir Pereira ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) se confirmaram. Ele, que estava filiado ao PMDB, assumiu a presidência estadual do PSB em Mato Grosso durante evento em Brasília. A volta de Pereira ao partido é vista como contraditória, já que nos últimos anos ele assumiu postura política diferente da sigla socialista. Algumas lideranças do PSB também não gostaram da notícia e ameaçam deixar o partido.

Valternir negociou sua volta com o presidente nacional da sigla Carlos Siqueira, que havia destituído todo o diretório estadual do PSB em Mato Grosso, que era presidido pelo deputado federal Fábio Garcia. A destituição de Garcia foi por ele ter votado a favor da reforma trabalhista – uma postura contrária a orientação nacional do partido. Dessa forma, o PSB em Mato Grosso já estava há dois meses sem presidente.

Crédito: PSB Nacional

Crédito: PSB Nacional

Quando deixou a sigla pela última vez, Valternir saiu magoado do partido e criou uma série de rusgas com as lideranças políticas da época, como o empresário Mauro Mendes. Já se fala no meio político que a volta de Valternir pode causar uma implosão do PSB no estado.

O deputado estadual Oscar Bezerra é uma das lideranças locais que não gostou do retorno de Valtenir. Quando as conversas ainda eram de bastidores, Bezerra chegou a dizer que era só Valternir entrar que muita gente ia sair do partido. “O Mauro Mendes não gosta dele e nem eu”, disse sem papas na língua.

Outra liderança descontente é o deputado federal Fábio Garcia. Ele disse que não consegue ver coerência na decisão do presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, de recolocar Valtenir no comando do PSB de Mato Grosso.

Isso porque, conforme Garcia, Valtenir tem adotado posicionamentos que vão contra o que o PSB tem pregado nos últimos anos. Garcia citou algumas situações como a votação da Reforma Trabalhista no Congresso, quando Valternir votou a favor da medida e o PSB contra. Já no impeachment da presidente Dilma o PSB defendeu o processo, enquanto que Valtenir foi contra.

Ao analisar as incoerências no caso, Garcia acredita que o retorno de Valtenir ao PSB possui uma motivação política ainda não muito clara, e que a decisão não tem nada a ver com posicionamentos ideológicos, seja do próprio Valtenir ou do presidente Carlos Siqueira.

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